A Universalidade da Reencarnação

A reencarnação atravessa séculos, religiões e culturas como uma lei de evolução e esperança 🌍✨ Descubra por que essa ideia transformou a história espiritual da Humanidade e continue sua jornada de consciência 📘🔍
Getting your Trinity Audio player ready...

A palavra “réincarnation”, em Francês, foi criada por Allan Kardec na segunda metade do Século XIX, e traduzida simultaneamente por sábios da época por “rencarnation”, em Inglês, e, para o Português, reencarnação, cujo significado etimológico em todas essas línguas é “ação de novo na carne”, isto é, o retorno do espírito a um novo corpo.

Até então, usava-se geralmente o termo renascimento, entre quase todos os povos, para designar a idéia do que entendemos hoje por reencarnação. Mas empregavam-se também outros vocábulos para expressar esse fenômeno da busca de um novo corpo por parte do espírito desencarnado.

E entre esses vocábulos destacam-se transmigração, metempsicose, metensomatose e ressurreição. A metempsicose, mais comum entre os Hinduístas, admite que o espírito possa voltar reencarnado em um ser biológico de outra espécie que não humana.

Metensomatose, palavra criada por orígenes e plotino, e que quer dizer troca de corpo, pois que, na realidade, a troca é do corpo, e não do espírito.

Já a ressurreição, palavra muito usada na Bíblia, era de sentido ambíguo para os Judeus, pois eles não sabiam direito se a ressurreição seria do espírito ou do corpo, embora prevalecesse mais o sentido da ressurreição do espírito, enquanto que o Cristianismo optou PELA ressurreição do corpo, quando dele foi banida a reencarnação.

Assim foi que, no Credo Católico, introduziu-se a expressão “creio na ressurreição da carne”, ao invés de “creio na ressurreição do espírito”, consoante o ensinamento e exegese bíblicos racionais e não dogmáticos, pois da Bíblia, no seu Novo Testamento, consta claramente que a ressurreição é do espírito.

Exemplifiquemos o que estamos dizendo com uma frase de São Paulo:”Há dois corpos, um natural e outro espiritual, e ressuscita o corpo espiritual” (1 Coríntios 15: 44). Assim, quem crê na reencarnação, não nega a ressurreição, como o afirmam, freqüentemente, alguns anti-reencarnacionistas. Pelo contrário, estes até acreditam em mais de uma ressurreição, ou seja, a ressurreição do espírito no mundo espiritual, após a morte do seu corpo, a ressurreição do espírito na sua nova reencarnação, num novo corpo que nasce, e a ressurreição definitiva do espírito no mundo espiritual, quando de sua libertação da matéria carnal no nosso Planeta Terra.

Um espírito nessas condições somente volta a reencarnar ou ressuscitar num novo corpo aqui na Terra, se ele por vontade própria o quiser, para, por exemplo, cumprir uma missão especial a bem da Humanidade. E quem criou a frase “creio na ressurreição da carne” foi o reencarnacionista Santo Atanásio, a qual faz parte do retocado Credo de sua autoria rezado nas missas, não sendo ela, pois, da Bíblia.

Santo Atanásio deveria ter querido dizer, pois, “creio na ressurreição na carne”, e não “DA CARNE”. E poderia também ter querido expressar o seguinte: Creio na misericórdia de Deus, que fará ressuscitar para mim uma nova carne, um novo corpo carnal, para que eu possa continuar a minha evolução espiritual na minha peregrinação terrena.

Jamais existiu na História da Humanidade uma crença tão poderosa como a Doutrina da Reencarnação, que alguns pesquisadores modernos preferem chamar de Teoria da Reencarnação. Ela sempre existiu em todos os Continentes, em todas as épocas e em todas as religiões.

No Ocidente, com o fim da repressão inquisitorial, ela ressurgiu a todo vapor, após ter sido perseguida pela Igreja durante cerca de mil anos. E isso se deu com o surgimento do chamado Neo-Espiritualismo, um movimento de novas idéias espiritualistas independentes, do qual merece destaque o surgimento do Espiritismo e da Sociedade Teosófica, bem como o renascimento da Maçonaria e dos templários, fatos estes todos acontecidos no Século XIX, o “Século das Luzes”.

E foram esses movimentos filosófico-religiosos que fizeram frente ao materialismo representado pelo Positivismo, O DARWINISMO e o Marxismo, entre outros, pois a Igreja, com a sua Filosofia e Teologia, via-se impotente para tal. Aliás, os ensinamentos dogmáticos dela estavam mais criando ateus do que adeptos para ela.

E a Igreja procurou reorganizar-se. Mas não pôde conter as novas idéias racionais que passaram a conquistar os meios católicos, merecendo destaque entre elas a da Reencarnação, que, em algumas partes do Ocidente, principalmente no Brasil, chega a ter a adesão de cerca de 70% dos católicos. No Oriente, como se sabe, essa cifra alcança praticamente 100% da população.

E, na atualidade, a Teoria da Reencarnação vem tendo o respaldo de renomados cientistas de vários segmentos da Ciência, como da Psiquiatria, Neurologia, Psicologia, Genética e Física Quântica. A “Word Christian Enciclopédia” da Igreja Anglicana da Inglaterra, editada pela Universidade de Oxford (Time-Life nº 18), diz o seguinte: “500 pesquisadores e 121 consultores, depois de visitarem 212 países, concluíram em 100 relatórios que, no ano de 2000, a população da Terra alcançaria 6.260.000.000 de habitantes, e que 2/3 dessa população, isto é, cerca de 4.000.000.000 de pessoas, seriam reencarnacionistas”.

Esses dados são contundentes, e, por si sós, bastam para nos mostrarem, com uma clareza meridiana, o caráter da universalidade da Teoria da Reencarnação. Só não vê quem não quer ver! E esse é o pior cego, segundo o Mestre da Galiléia.

Respostas de 2

  1. Legal, gostaria muito saber estatisticamente qual a população do mundo que acredita em reencarnação. Sei que atualmente se estima que há 1,4 bilhão de católicos, 2,4 bilhão de cristãos, e 2,5 a 3 bilhões acreditam na reencarnação.

    1. Olá Cedric, cerca de 50% da população mundial acredita na reencarnação, com cerca de atualmente pouco mais de 4 bilhões de pessoas. Segue a pesquisa que fizemos:

      Estatisticamente, estima-se que aproximadamente metade da população mundial acredita em alguma forma de reencarnação ou vida após a morte, embora as definições exatas variem. Pesquisas específicas indicam que cerca de 33% dos adultos em 35 países pesquisados pelo Pew Research Center [https://www.pewresearch.org/religion/2025/05/06/beliefs-about-the-afterlife/] acreditam na reencarnação (definida como “renascer neste mundo repetidamente”).

      A crença na reencarnação é proeminente em regiões com religiões como o Hinduísmo e o Budismo, onde é um princípio central. No entanto, a crença não se limita a essas religiões e varia consideravelmente por país e até mesmo dentro de diferentes denominações religiosas:

      Índia, Nigéria e Tailândia apresentam altas taxas de crença na reencarnação (cerca de 48% ou mais).
      Nações com tradições religiosas abraâmicas também mostram crença, como no Brasil, onde 27% dos católicos e uma porcentagem maior de espíritas acreditam em reencarnação. O Brasil é, de longe, o país com o maior número de seguidores do espiritismo no mundo.

      Nos Estados Unidos, cerca de um terço dos adultos acredita em reencarnação, incluindo uma parcela significativa de cristãos.

      Em países mais seculares ou industrializados, como a Suécia e a Polônia, a crença é menor, em torno de 12%.
      As pesquisas mostram que a crença na reencarnação é uma ideia disseminada globalmente, muitas vezes transcendendo as fronteiras religiosas tradicionais.

Deixe um comentário para Thiago Toscano Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *